Senhor, quero falar-lhe...
Tu que nem me perguntas por onde andei, mas me acolhes com um abraço...
Ainda que eu omita, sei que nada do que penso ou sou, confronta tua onisciência.
E, como um viciado que já perdeu o controle de si mesmo, busco doses cada vez maiores de excitação para conseguir a motivação necessária para me esquivar daquilo que esperas de mim.
Não são doces minhas palavras, embora o Senhor seja digno das mais belas.
Mas, que dúvida nascida nos “porões inconscientes” do meu coração poderá te surpreender? Que oração poderei eu fazer quando minhas lágrimas já dizem tudo?
Ah, Senhor... conheces até meus silêncios! Cada suspiro meu descreve como sofre minha alma pela dureza do meu coração.
Porque não sei descansar em teus braços... ainda não aprendi o caminho das águas tranquilas. E teus pastos verdejantes me parecem como uma pintura linda, mas abstrata e distante.
A minha espiritualidade tornou-se algo utilitário, consumista, superficial e pragmático... E apesar disso, sua misericórdia se renova a cada dia. E me enches de graça... Me concedes muito mais do que preciso! E guardas aqueles que eu amo dia após dia.
Que passos poderei dar em direção à tua vontade se estou tateando no escuro calabouço do meu ego?
Liberta-me das minhas prisões!
Mais do que isso: Liberta-me do gosto que tomei pelo enganoso conforto das minhas prisões!
Há contradições tão enraigadas em minha alma que não consigo manter segura minha fé. Embora Tu saiba que não duvido de Ti, nem de nenhum dos teus feitos. Conheces minha maneira de admitir que tu és Senhor.
Mas, como me submeter, como súldita que sou, sem questionar? Como confiar sem saber quais os próximos passos se meu apego ao controle excede minha própria razão?
Incompreensíveis para mim são teus atos, mesmo que, essencialmente, vejo tua imagem refletida em mim, através de qualquer ato aprovável que eu possa ter. Pois não há nada que eu possa oferecer que não tenha vindo de tuas próprias mãos para mim.
Sei que a direção da qual eu fujo é aquela que o Senhor deseja para mim.
E, apesar disso, eu sou tua, embora te resista e fuja de ti.
Senhor, penetra meu ser... Não quero ver minh'alma aprendendo a se calar, a não relutar na sua condição...
Sei que altares festivos tu queres construir nas profundezas do meu coração. E, nesse momento íntimo, em que minha alma sedenta busca por um significado real, minhas dores secretas, minhas angústias nunca conversadas, dúvidas sequer admitidas se somam para me fazer avançar em direção à tua cruz e dizer apenas: Perdoa-me, Senhor!
Tu que nem me perguntas por onde andei, mas me acolhes com um abraço...
Ainda que eu omita, sei que nada do que penso ou sou, confronta tua onisciência.
E, como um viciado que já perdeu o controle de si mesmo, busco doses cada vez maiores de excitação para conseguir a motivação necessária para me esquivar daquilo que esperas de mim.
Não são doces minhas palavras, embora o Senhor seja digno das mais belas.
Mas, que dúvida nascida nos “porões inconscientes” do meu coração poderá te surpreender? Que oração poderei eu fazer quando minhas lágrimas já dizem tudo?
Ah, Senhor... conheces até meus silêncios! Cada suspiro meu descreve como sofre minha alma pela dureza do meu coração.
Porque não sei descansar em teus braços... ainda não aprendi o caminho das águas tranquilas. E teus pastos verdejantes me parecem como uma pintura linda, mas abstrata e distante.
A minha espiritualidade tornou-se algo utilitário, consumista, superficial e pragmático... E apesar disso, sua misericórdia se renova a cada dia. E me enches de graça... Me concedes muito mais do que preciso! E guardas aqueles que eu amo dia após dia.
Que passos poderei dar em direção à tua vontade se estou tateando no escuro calabouço do meu ego?
Liberta-me das minhas prisões!
Mais do que isso: Liberta-me do gosto que tomei pelo enganoso conforto das minhas prisões!
Há contradições tão enraigadas em minha alma que não consigo manter segura minha fé. Embora Tu saiba que não duvido de Ti, nem de nenhum dos teus feitos. Conheces minha maneira de admitir que tu és Senhor.
Mas, como me submeter, como súldita que sou, sem questionar? Como confiar sem saber quais os próximos passos se meu apego ao controle excede minha própria razão?
Incompreensíveis para mim são teus atos, mesmo que, essencialmente, vejo tua imagem refletida em mim, através de qualquer ato aprovável que eu possa ter. Pois não há nada que eu possa oferecer que não tenha vindo de tuas próprias mãos para mim.
Sei que a direção da qual eu fujo é aquela que o Senhor deseja para mim.
E, apesar disso, eu sou tua, embora te resista e fuja de ti.
Senhor, penetra meu ser... Não quero ver minh'alma aprendendo a se calar, a não relutar na sua condição...
Sei que altares festivos tu queres construir nas profundezas do meu coração. E, nesse momento íntimo, em que minha alma sedenta busca por um significado real, minhas dores secretas, minhas angústias nunca conversadas, dúvidas sequer admitidas se somam para me fazer avançar em direção à tua cruz e dizer apenas: Perdoa-me, Senhor!
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