9 de dezembro de 2013

Um chamado à autenticidade.




Esse ano, para mim, foi marcado por revelações de Deus. Deparei-me com verdades que, apesar de muito doídas, estão trazendo muita libertação para minha vida. Todos temos um limite. Não sei se cheguei no meu, mas fui bem perto disso... E descobri que um dos preços da maturidade é deparar-se com quem somos de verdade. Sem máscaras e idealizações. Sem maquiagem e disfarces.

Normalmente, esse encontro não ocorre quando tudo vai bem. Mas sim, na angústia existencial que promove autoconhecimento, crescimento espiritual e mudança. Sim. Porque uma vez que se toma conhecimento de sua verdadeira identidade, já não se pode mais estar no mesmo lugar de antes.

A Fenomenologia Existencial explica que a existência é “o leite derramado”, é o “estar aí” para viver e ser, sem ter a opção de escolha em existir ou não. Podemos viver distraidamente ou não, mas estamos existindo de qualquer maneira. Diante disso, descobri que o único consolo para o leite derramado da existência é a Graça, vivenciada em Cristo. Quando começamos a compreender que somos amados e aceitos incondicionalmente por Deus, temos paz pra repensar o mundo, para fazer a leitura correta de nós mesmos, nossos amores, nossos valores, nossas verdadeiras crenças.

Observe que, sem a graça de Deus, as definições mais fortes que você nutre a respeito de si mesmo, nunca são as mais fortes que te ajudam a construir os alicerces para gerar uma vida feliz. Isso quer dizer que, frequentemente, o que está mais solidificado é o desprazer, é aquilo que você não quer ser, é o medo ou a própria sensação de inutilidade para a vida.

Existem mecanismos de defesa que a Psicologia explica bem. De forma simplista, esses mecanismos são formas de a pessoa proteger a sua imagem. Temos, como exemplos, o cara que é o “bom moço”, que quer se mostrar bonzinho pra agradar todo mundo;  o autoritário que, no fundo, é inseguro, precisa de uma imagem de líder autoritário como fachada para esconder um medo; a mulher que se mostra auto-suficiente para esconder uma auto estima destruída... Máscaras!

De alguma forma, todos desenvolvemos esses mecanismos que podem ser muito ou pouco prejudiciais. Mas, em algum momento da vida, a máscara cai... E aqueles mecanismos que usávamos para tapar o buraco, não serve mais. Aí é o lugar onde Deus nos olha nos olhos e nos propõe a cura.

A cura de Deus só é liberada na ausência de máscaras, porque ela está intimamente condicionada a uma vida autêntica, livre de barreiras que nosso ego constrói para não lidar com as dores da nossa existência.

Vivemos numa sociedade hipócrita, que não facilita a autenticidade. Tudo tem que ser perfeitamente aceitável, ajustado e sem imperfeições. E esse é o retrato de tudo que não somos. Ter consciência disso hoje, é remar contra a maré, é o contrafluxo. Pensar sobre si, a reflexão introspectiva, por si só já é um desafio.

Mas, o caminho para a cura de Deus é esse: começar a abri mão de mentiras, falsidades, máscaras, inautenticidades. É a revelação de quem somos!

Muitos de nós foram feridos de maneira cruel. E essas feridas promoveram em nós maneiras de viver que aliviem a dor, que não nos façam pensar em quão imperfeitos somos. No entanto, você é muito mais do que o que os outros fizeram com você.

Quantas sentenças se tornaram irrevogáveis pelo simples fato de não questionarmos absolutamente nada! Quantas mentiras se maquiaram de verdade ainda sustentadas por você?

Qual é a sua lista de atitudes inautênticas? O reconhecimento de que elas existem já é um passo, pois mentir pra nós mesmos é, além de perda de tempo, a pior maneira de se desrespeitar. O reconhecimento de quem se é, de verdade, é indispensável para a construção da firmeza de caráter. Sem ele, nos tornamos cínicos e petrificados de coração.

Somente a cura de Deus, através de sua graça, nos ajuda a interpretar as circunstâncias vividas da maneira real e correta, sem eleger carrascos e projetar nas pessoas o que está dentro de nós. Ela nos ensina a parar de entender as circunstâncias resumidas em Deus, se forem boas, ou tudo no “diabo”, se forem más.

Uma interpretação correta de nossas experiências gera cura e libertação. Nos livra de caminharmos em círculos, nutrindo perguntas sem respostas e dando a elas uma importância superestimada. Uma vida inautêntica só nos mostra respostas simplistas e insuficientes. Não promove mudança prática. Não nos tira do calabouço que é viver escondidos atrás de nossas máscaras.

Somente a graça de Deus nos capacita a crer que podemos ser mudados. Somente por ela, percebemos que, quanto mais bagunçados nós estivermos, mais somos recebidos com amor e cuidado. Podemos ser gratos porque temos um Deus que se importa! A disponibilidade de sua graça prova que ele pode ser tocado!

Deus tem interesse real em realizar isso em nós. Basta que o busquemos. Será doloroso, é certo. O caminho de volta é o deserto por onde você vai enfrentar dias difíceis. Mas, esteja certo: nunca faltará alimento e abrigo! Deus disciplina e corrige somente aqueles a quem Ele ama. Se você está nesse caminho, nesse processo doloroso de conhecer seus descaminhos, bem vindo ao coração do Pai. Há segredos de Deus guardados para você! (Jeremias 33:3)


 

10 de setembro de 2013

“Tudo é vaidade”...




É interessante como em determinados momentos da vida nos deparamos com a veracidade dessa afirmação. Percebo que, à medida que tomamos mais consciência da nossa finitude e do quão limitados nós somos, mais ela se torna real de tal modo que, ao pronunciarmos, deixa de soar como mais um jargão evangélico para exalar verdade e sentido dentro de nós.
Quando tudo ao redor parece vazio, inacabado e torto,  contraditoriamente podemos perceber que sofisticamos demais as coisas... Fico pensando em até que ponto a igreja tem sofrido as transformações do nosso século. Fico pensando em quão distantes estamos do bom perfume de quando as coisas começaram e do propósito para o qual foram criadas.
Pensando no sentido real de algumas coisas, noto que algumas palavras perderam a força. Alguns gestos genuinamente bons se tornaram trampolim para a formação de uma imagem pessoal socialmente aprovável.
A Igreja virou um local de encontro. O discipulado virou conhecimento bíblico. A comunhão virou socialização. Adoração virou período de louvor. Serviço virou evento evangelístico.
Ai de mim... O que eu tenho feito do teu evangelho, Senhor? O que eu fiz de tuas verdades? O quanto eu as distorci para minha própria conveniência?
Viver nos dias de hoje, dói. Dói a incoerência, a irrelevância das coisas tomando o primeiro lugar no pódio. Dói a injustiça, dói a vergonha em saber que a dor do outro muito pouco nos comove. Dói ser indiferente quando deveríamos ser próximos. O vencido se alegrando sobre o vencedor. O valor real de uma pessoa se transformando em banalidade. Tudo é máscara. Tudo é vão. Nossa “pseudo-sofisticação” tem apenas nos afastado da simplicidade do que é viver com Cristo.
Sim, o chão desse caminho é triste. Mas é aqui que as coisas se processam. É aqui onde aprendemos duramente a ser gente. E tem gente que não aprende nunca...
Quem entende o que eu digo, sabe que dói, e os menos distraídos somatizam essa dor de perceber e, ainda assim, não mudar. Sabe que quanto maior essa consciência, mais doído é existir aqui.
Somos todos aprendizes no chão desse caminho. Eu, você. Somos feitos da mesma matéria. Nosso rio só delineia caminhos diferentes, porém não menos tortuosos.
E precisamos voltar às primeiras obras. Viver em verdade. Ouvir, não apenas escutar, a Palavra pra que a fé reacenda em nós.
Que Deus tenha misericórdia de nós e nos ajude a voltar ao caminho.

7 de abril de 2013

Senhor, quem queres que eu seja?





É interessante observar como, ao longo dos anos, o homem tem substituído alguns valores fundamentais por outros que obedecem meramente a uma escala de regras sem sentido. Essa inversão gerou nos cristãos uma necessidade grande em “fazer” para Deus, em detrimento do “estar” verdadeiramente em Deus. Apesar de todo nosso ativismo, é crucial lembrarmos de que a identidade vem primeiro que a tarefa.
Por muitos anos me perguntei qual seria minha função no reino. Não me sentia vocacionada a nenhuma missão especial, nem sentia em mim um chamado sobrenatural para conquistar povos e nações. Resumindo em termos práticos, eu me sentia qualquer coisa, menos pertencente do reino de Deus em se tratando de desempenhar uma “função útil” para Ele.
A forma como concebemos o significado de serviço influencia diretamente nosso senso de pertencimento ao reino, bem como nossa auto imagem diante Dele. Como toda estrutura muito bem organizada, no reino de Deus há dons específicos a serem aplicados conforme a necessidade de onde eles serão exercidos. O próprio Deus manifesta sua graça multiforme em diferentes ocasiões e para diferentes pessoas.
O fato é que Deus conhece as diferenças de cada um, sabe das potencialidades, habilidades, capacidade cognitiva de cada um, de cada comunidade e, por isso, entrega a cada um aquilo que é passível de ser discernido para o crescimento, para o sustento e para o exercício desses dons espirituais.
Mas, antes de qualquer exercício de tarefa, a identidade do cristão deve passar por um processo de ajustamento aos propósitos de Deus. Então, a pergunta primária não seria "Senhor, que queres que eu faça?", mas sim, "Senhor, quem queres que eu seja?". É crucial entendermos que em primeiro lugar, vem a identidade, depois a tarefa, o serviço.
Deus não soluciona problemas, ele soluciona pessoas. Em primeiro plano no coração de Deus está o próprio coração dos seus pequeninos. Ele tem interesse real em organizar toda a bagunça interior, limpar os cantinhos sujos há muito esquecidos pelos moradores de um templo que é habitado por ele mesmo. Ao exercermos uma tarefa no reino de Deus, estejamos certos de que nossa vida com Ele, primordialmente, esteja bem cuidada.
Nossa motivação deve ser, primeiramente, estar com Deus, ser Nele e Ele em nós, num relacionamento diário, em que o zelo, a paixão e a motivação estejam centrados Nele mesmo, que é nosso início e nosso fim. Se isso não acontecer, estaremos tão ocupados com a obra de Deus, que o Deus da obra ficará esquecido em nós.
Num ritmo de vida em que “estar” sem “fazer” é desesperador, desconfortante e soa como ineficiência, torna-se um desafio grande o exercício de desenvolver esse movimento inverso ao que tantos de nós vive. Porém, é fundamental para nossa saúde espiritual que isso aconteça.
O fato é que para Deus, pouco importa o que você pode fazer para Ele. Tudo é Dele, vem Dele e, em glória, deve voltar para Ele. Suas habilidades todas foram geradas Nele e entregues a você por meio dele. Nada do que temos brotou milagrosamente de nós mesmos, antes, foi criado Nele especialmente para nós.
Deus encheu nosso vazio quando nos escolheu para sermos seus filhos amados. Sua graça a cada dia nos dá sentido para viver uma vida plena de significado. Que essa seja a marca da nossa identidade.
Quem tem sua identidade curada e restaurada por Jesus não necessita se esconder atrás de um ativismo que só cansa o corpo mas não promove nem mais, nem menos comunhão com Ele. Quem tem sua identidade ajustada Nele, sabe que não necessita deixar legado algum, porque o seu viver diário já é o testemunho da transformação que Ele operou em sua vida.
Deus não é um Deus apelativo, não necessita do nosso cansaço para enxergar nossa devoção e nosso esforço em agradá-lo. Deus se alegra quando você simplesmente para tudo e deseja, de todo coração, “estar” com Ele. Descobrindo isso, não apenas conceitualmente, mas vivencialmente, você descobre que a tarefa é só consequência de uma vida que exala o amor e a graça de Deus.


5 de abril de 2013

O Conhecimento de Deus como Experiência Vivencial.




O Existencialismo é uma filosofia que considera a existência como ponto de partida para a sua reflexão. Tal abordagem afirma que a angústia existencial é o processo em que o indivíduo volta-se pra si mesmo, numa busca de  entender seu vazio. É o processo pelo qual todos um dia passarão, no qual as distrações da vida não farão mais sentido e a única saída é procurar o real significado da existência. Esse é o cerne da Fenomenologia existencial, que explica bem o processo de auto conhecimento humano. No entanto, onde ficam extintas as explicações do existencialismo, Deus começa sua pedagogia.
A busca por sentido só será inteiramente satisfeita no encontro do homem com Deus. Com efeito, o vazio do coração do homem tem o tamanho exato de Deus. Porém, o conhecimento de Deus, se não for alcançado pelo viés de uma experiência vivencial, nada produzirá de transformação no homem, a não ser conhecimento puramente teórico.
À medida que conhecemos Deus, entendemos o quão sábios são seus ensinamentos. A Bíblia, como livro de referência, não supera aquilo que criamos conceitualmente em nós mesmos através do caminhar com Jesus em nós, da experiência cotidiana com ele. O processo de conhecimento de Deus é individual, é intrínseco, deve surgir como uma vivência completamente particular.
Isso explica por que o relacionamento com Deus não é algo mensurável, quantificável ou qualificável por meio das pesquisas científicas. A ciência nunca conseguirá comprovar, com instrumentos práticos, a existência de Deus, porque a existência de Deus só é reconhecida em nós mesmos. Minha experiência com Deus comprova para mim sua existência. Já sua experiência com Deus pode ter outros delineamentos e peculiaridades que são conhecidas somente por você e Deus. Assim, a existência de Deus se comprova na vivência de cada um com ele.
Os conceitos e novas formas de vida que surgem desse caminhar junto com seu criador, vão em contrafluxo do que o homem aprende em sociedade. Aparentemente paradoxais, os conceitos de amor e graça no mundo moderno são como uma peça perdida de um quebra cabeça desconhecido. Nunca conseguiremos, de fato, experienciar em sua totalidade o amor e a graça de Jesus, porque fomos ensinamos a nos colocar no centro, a priorizar e buscar o próprio prazer e satisfação a todo custo e, quanto mais rápido isso for alcançado, melhor. No entanto, o caminhar com Deus anda na contramão de qualquer conceito hedonista.
 Na verdade, o auto conhecimento associado à caminhada com Deus promove no homem um esvaziar-se de si e voltar-se para o outro. É um processo de cuidar do outro através do cuidado de si mesmo. Ame ao próximo como a si mesmo. Esse movimento de tirar-se do centro melhora qualitativamente os relacionamentos interpessoais do homem e, por isso mesmo, muda o mundo ao ser redor.
No caminho com Deus, você descobre o caminho do seu próprio coração. E vê que as lições que vieram prontas não geram resultados, e é necessário vivenciar algo único e essencial. Sim. Deus é um Deus de caminhada. Ele vai junto. Sofre junto. Se alegra junto. Conquista junto. Mas, é um passo de cada vez. Porque Deus sabe quem somos, conhece nossa estrutura e sabe que qualquer mudança instantânea não geraria em nós aprendizado com consciência, nem mudanças efetivas em nossas vidas.
Particularmente, existem traços em mim que gostaria que fossem transformados instantaneamente; quem dera aquilo que nos imperra nossa personalidade em ser mais livre, que impede nossa completa saúde emocional fosse ligeiramente transformado, revisto ou abandonado. Mas, afinal, qual seria o propósito efetivo disso? Caminhando junto com Ele, você entende que o fim que espera não é tão importante quanto o durante. O processo pelo qual passamos até chegarmos onde desejamos gera em nós uma aprendizagem tão importante e crucial ao nosso crescimento como pessoa, que o fato de chegarmos onde queríamos se torna um detalhe.
Deus nos transforma gradualmente. Ele vai na contramão da pressa do mundo. O exercício da paciência e do descanso são tão difíceis porque vivemos em uma sociedade em que a rapidez define a eficiência das pessoas. Os processos são muito rápidos, é necessário ter várias habilidades, o fluxo de informações torna possível saber de tudo ao mesmo tempo, os prazeres e satisfações das experiências tem que vir rápido, tudo é instantâneo, até a comida virou "fast food"...
No entanto, em nenhum outro momento histórico, o homem foi tão doente e vazio de si mesmo. A essência do homem não foi criada para processar as mudanças tão rapidamente. O tempo, que deveria ser aliado do homem, hoje é visto como seu maior inimigo. Corremos contra o relógio para darmos conta de todas as tarefas do dia a dia. Mas, é no relógio de Deus onde encontramos a calma pra respirar, repensar, refletir, sossegar, caminhar no compasso Dele, voltar a ser quem somos de verdade.
Desconfio de algumas pessoas e instituições que pregam cura e transformação instantâneas. Não consigo mesmo compreender que "surto psicológico" é esse que apaga traços da personalidade humana num piscar de olhos... Os delineamentos da personalidade humana se desenvolvem e se solidificam durante toda a vida. Não é fácil para o ser humano mudar algo que ele vivenciou durante toda a sua vida. Por isso mesmo, para que haja mudança, é necessário um processo, que às vezes é lento, dependendo da rigidez ou flexibilidade e, principalmente, da disponibilidade de cada um para mudar.
Na pressa, Nós nos perdemos no caminho.  São tantas exigências a serem atendidas. São tantas obrigações e tantas expectativas em torno de nós, que deixamos em algum lugar do caminho o essencial... Nos tornamos perversos com nós mesmos.
As pessoas somatizam doenças psicológicas, criam conflitos, surtam, se debatem. Se tornam tão infelizes por querer entender, por tentar explicar tudo, mas não querem pagar o preço de dar um passo de cada vez. Eu quero e quero agora. E se não for agora, vou procurar outros meios. O problema é que outros meios que nos deserdam da grandiosa bênção de caminhar com vida.
Deus tem saúde para nós. Saúde para o corpo, para a mente. Deus é o criador de toda estrutura psicológica. Não surpreendemos Deus em absolutamente nada. Deus conhece nossos limites, nossas potencialidade, nossa força, nosso cansaço. Deus não nos perde de vista e não abre mão, sob hipótese alguma, do seu Trono.
Outro dia conversando com um amigo, dividindo e compartilhando essas coisas da vida, eu falava para ele como eu sempre preferi as pessoas angustiadas e questionadoras, porque elas me pareciam mais profundas e mais suscetíveis a mudar. Ele, uma pessoa que possui uma profundidade estranhamente linda, também traz consigo uma grande tristeza residual por respostas existenciais que procura há anos, sem contudo chegar a uma solução satisfatória. A palavra tristeza aqui soaria mal se não houvesse em todo seu quadro uma clara tendência ao crescimento e amadurecimento como pessoa e como alguém que caminha com Deus.
Talvez o momento histórico de sua vida não tenha exatamente as definições que você sonha, mas se você caminha com Deus, passo a passo, é certo, você chegará bem ao seu fim, com vida, e vida em abundância.