3 de abril de 2013

Do Amor.


No fim, acho que minhas maiores preocupações vão ser: ‘quanto
amor recebi na vida? Como reparti o meu amor? Quem me amou?
A quem eu amei? Para a vida de quem eu tive importância? Que
serviço prestei ao mundo?’. Tenho certeza de que minha única preocupação
será: ‘Terei ou não preenchido minha vida com amor?’
CARLSON e SHIELD
A vida é mesmo muito interessante!... A forma como tudo muda repentinamente, a possibilidade de pensarmos as mesmas coisas de diferentes modos, o desenrolar de uma existência sempre será o que há de mais intrigante, complexo e belo. E nesse desenrolar, percebo que a análise existencial da condição humana não pode acontecer, inegavelmente, sem se pensar primeiramente pela vertente do amor. É o amor, que toma conta, que absorve, que contamina e faz com que sentimentos, desejos e inconstâncias pessoais possam aflorar, sem mesmo que a própria pessoa possa controlar ou impedir.
A capacidade de sentir amor, e de amar enfrenta uma encruzilhada existencial quando nasce de uma vivência de completude que na verdade nunca é plena. Mas justamente desta incompletude vive o amor, o desejo, o prazer, e também o desprazer. A capacidade de amar é então um paradoxo humano essencial. A própria alegria deriva do amor. Como estar alegre por algo que não se ama?
Esse sentimento tão falado tem importância crucial em todos os processos humanos.
Mas, como descrever o indizível? Como descrever a lágrima que cai dos olhos de quem ama? Como descrever uma saudade, um sorriso, um abraço apertado num momento que se precisa, um beijo apaixonado, uma palavra amiga numa hora de dor... Palavras não descrevem o amor. Palavras o nomeiam através das tantas vertentes pelas quais ele se manifesta. Porque amor não se diz. Amor se vive. Quem olha de longe descreve, no raso, o que não sente. E como escrever aquilo que não se sente? Amar só se aprende amando.
Pelo amor as coisas se criam. Por amor, todo o universo foi criado. Por amor, se estabelecem laços. Por amor, a vida segue. O amor é a maior válvula de motivação do ser humano. Investe-se, com ou sem esforço, em tudo que se ama. Por amor, renuncia-se. O amor determina a atitude básica da vida. O amor move e promove as relações. O amor é a base do encontro com o outro. No amor está o cerne da existência humana.


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